Pedir orçamento de móveis planejados parece simples: você manda as medidas, recebe um valor e decide. No entanto, na prática, é exatamente aí que muita gente se complica. Isso acontece porque dois orçamentos podem ter o mesmo preço — e entregar resultados totalmente diferentes. Além disso, existem “atalhos” no papel que ficam bonitos na proposta, mas viram dor de cabeça depois: material trocado, ferragem fraca, projeto sem detalhamento, montagem corrida e garantia cheia de condições.
Por isso, comparar orçamento de móveis planejados não é só olhar o total. É entender o que está incluso, o que está de fora e onde o barato costuma sair caro. Ainda assim, dá para fazer isso de forma objetiva, sem termos complicados e sem virar especialista. A seguir, você vai aprender a comparar propostas com segurança, fazer as perguntas certas e evitar pegadinhas que aparecem justamente quando você está com pressa.
Por que o preço muda tanto de uma proposta para outra
Se você já recebeu três valores bem diferentes para a mesma cozinha, não significa que alguém está “roubando” — embora isso possa acontecer. Na maioria das vezes, a diferença vem de detalhes que não aparecem no primeiro olhar. Por exemplo, o mesmo armário pode mudar muito de preço por causa do tipo de MDF, da fita de borda, das ferragens (corrediças e dobradiças) e até do método de montagem.
Além disso, existem custos que algumas empresas jogam para depois: recortes extras, acabamento de parede torta, nivelamento, desmontagem antiga, frete, içamento e ajustes. Portanto, um orçamento “barato” pode estar apenas incompleto. Enquanto isso, um orçamento “mais alto” pode incluir tudo e te poupar estresse. Assim, antes de comparar números, compare o pacote.
O que um orçamento bem feito precisa ter, de verdade
Um orçamento confiável não é só uma lista com “cozinha completa”. Ele precisa trazer clareza — e isso te protege. Primeiramente, o documento deve mostrar ambiente por ambiente, com descrição dos módulos, medidas, acabamentos e itens internos. Além disso, precisa especificar materiais, ferragens e prazos, para evitar mudança no meio do caminho.
Da mesma forma, ele deve indicar o que está incluso: projeto, visita técnica, fabricação, entrega, montagem e pós-venda. Ainda assim, se algo não estiver escrito, trate como “não incluso”. Portanto, peça para detalhar. Você não está sendo chato; você está sendo cuidadoso.
Os pontos que mais escondem pegadinhas em móveis planejados
Algumas pegadinhas são clássicas, e elas aparecem em propostas bonitas, com render incrível e preço “irresistível”. Por isso, vale atenção redobrada nestes pontos.
Ferragens genéricas costumam ser a economia que mais custa caro. Uma gaveta com corrediça fraca começa a enroscar, fazer barulho e perder alinhamento. Além disso, dobradiça ruim desregula porta com o tempo. Portanto, peça sempre a especificação: modelo e marca. Mesmo que você não conheça todas, o simples fato de pedir já aumenta a seriedade da proposta.
Borda fina e mal aplicada também dá problema. A fita de borda é o que protege o MDF da umidade e do impacto. Assim, se ela é fraca ou mal colada, começa a soltar, estufar e ficar feia, principalmente em cozinha e banheiro. Logo, confirme a espessura e o tipo de acabamento.
Projeto “genérico” é outra armadilha. Às vezes, a empresa cobra pouco porque faz um desenho padrão e só adapta por cima. No entanto, cada casa tem parede fora do esquadro, ponto elétrico em lugar estranho e desnível no piso. Portanto, sem visita técnica e sem detalhamento, o risco aumenta. E, quando dá erro, é aí que surgem “extras”.
Montagem acelerada também aparece como pegadinha. O móvel pode ser bom, mas a montagem mal feita estraga tudo: portas desalinhadas, puxadores tortos, riscos no MDF e acabamento “com pressa”. Assim, pergunte sobre tempo médio de montagem e se há conferência final com checklist.
Como comparar dois orçamentos sem se perder
Para comparar direito, você precisa colocar as propostas no mesmo terreno. Ou seja: mesmo padrão, mesmo escopo e mesmo nível de entrega. Portanto, quando chegar um orçamento, transforme ele em perguntas simples para o outro fornecedor. Assim, a comparação fica justa.
Comece pelo escopo: ambos incluem exatamente os mesmos módulos? Um inclui torre quente e o outro não? Um inclui painel ripado e o outro só armário simples? Além disso, verifique o interior: tem gavetas internas, prateleiras reguláveis, nichos, lixeiras, organizadores? Muitas vezes, é aí que o valor muda — e é aí também que o dia a dia melhora.
Depois, compare materiais e acabamento. Mesmo que ambos digam “MDF”, ainda existe diferença: resistência à umidade, padrão, textura e durabilidade. Enquanto isso, acabamento fosco, alto brilho ou amadeirado muda bastante o custo. Portanto, peça amostras, porque olhar uma foto não é suficiente.
Em seguida, compare ferragens. Aqui, vale ouro. Corrediça telescópica, amortecimento, dobradiça com slow motion… tudo isso muda experiência e durabilidade. Além disso, ferragem boa reduz manutenção. Portanto, não trate isso como “detalhe”.
Por fim, compare prazo e garantia. Prazo curto demais pode significar produção corrida. Já a garantia precisa estar clara: quanto tempo, o que cobre e como funciona o atendimento. Assim, você evita promessas vagas.
Perguntas certeiras que te salvam de prejuízo
Você não precisa virar técnico, mas precisa fazer as perguntas certas. E, quanto mais natural você perguntar, melhor. Além disso, empresas sérias respondem com tranquilidade.
Confirme qual é o material exato e onde ele será usado. Peça a marca das ferragens e verifique se há amortecimento nas portas e nas gavetas. Verifique se o valor inclui visita técnica antes de fabricar. Questione como funcionam entrega, montagem e os ajustes pós-montagem. Por fim, pergunte o que acontece se surgir uma adaptação: como será calculada e como você aprova antes de executar.
Além disso, vale perguntar quem será o responsável pelo seu projeto do início ao fim. Quando existe um ponto de contato claro, tudo flui melhor e, consequentemente, você ganha previsibilidade.
Os “extras” que aparecem no meio do caminho e como se blindar
Um dos maiores motivos de frustração é fechar um orçamento e, depois, ver o valor subir. Às vezes, o extra é legítimo. Entretanto, muitas vezes ele nasce de falta de detalhamento. Portanto, quanto mais completo for o projeto antes de assinar, menor a chance de surpresa.
Fique atento a itens como: recortes para tomadas e gás, reforços para bancadas, acabamento lateral, tampos, rodapés, iluminação interna, portas especiais, vidro, espelho, calhas, trilhos e pintura de parede após instalação. Além disso, confirme se o orçamento inclui nivelamento e ajustes no local. Se não incluir, negocie antes, porque depois fica mais difícil.
Outra blindagem importante é o contrato ou pedido de compra com anexos do projeto. Assim, o que foi combinado fica registrado. E, quando há registro, há menos conversa e mais solução.
O que a Quality Design faz diferente na hora do orçamento
Um bom orçamento precisa ser claro, comparável e honesto. Por isso, a Quality Design prioriza proposta com escopo detalhado, materiais especificados e orientação do que realmente faz diferença no dia a dia. Além disso, quando o cliente entende o que está pagando, ele decide com segurança — e sem arrependimento depois.
Da mesma forma, um projeto bem pensado evita retrabalho e reduz extras inesperados. Assim, você ganha não só um móvel bonito, mas um processo mais tranquilo do começo ao fim.
Fechando com segurança e com sensação de escolha inteligente
No fim, escolher móveis planejados é investir em rotina. Portanto, vale olhar além do preço. Quando você compara escopo, material, ferragens, montagem, prazo e garantia, você deixa de “apostar” e passa a escolher com consciência. Além disso, você evita o clássico arrependimento de pagar barato e gastar duas vezes.
Se você está no momento de pedir orçamento de móveis planejados, use este guia como filtro. Assim, cada proposta fica mais clara, e a decisão fica mais leve. Consequentemente, o seu projeto sai do papel com mais qualidade e muito menos dor de cabeça.




